terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dificuldades de Aprendizagem Específicas. (DAE)
O que são?


     Apesar da controvérsia que existe relativamente à definição das DAE, nunca será demais lembrar que é fundamental, acima de tudo, ter em conta que as DAE não são irregulares, elas ocorrem num contexto educacional perfeitamente normal, com  ambiente estruturado e adequado às aprendizagens, quer a nível curricular,  a nível pedagógico e quer ainda no que se refere à competência dos profissionais que trabalham diretamente com estes alunos portadores de DAE e podem  ocorrer ainda nos mais variados contextos socioeconómicos e socioafetivos  (Correia).  De salientar também a existência de uma discrepância entre o potencial intelectual que estes alunos apresentam para a aprendizagem, na média ou até acima da média,  e o seu rendimento/desempenho escolar, bem abaixo do esperado. Assim sendo, DAE e deficiência intelectual não se coadunam tal como também não se relacionam com qualquer outro tipo de deficiência (auditiva, visual, motora,….). As DAE tem, essencialmente, a ver com problemas de processamento da informação que impedem o aluno de aprender a ler, escrever ou calcular.

“Internacionalmente as Dificuldades de Aprendizagem Específicas são amplamente reconhecidas como uma problemática que tende a provocar sérias dificuldades de adaptação à escola e de sucesso académico, e que, frequentemente, se perpetua ao longo da vida adulta em múltiplas facetas da vida pessoal, quotidiana e profissional.” (Vitor Cruz)

   
O Cérebro mais pequeno que a palma da mão, o espaço/território menos explorado  e o órgão milhares de vezes mais potente e capaz do que o melhor computador. O ser humano tem milhões de células cerebrais das quais uma parte são células nervosas. Cada uma destas células consegue fazer cerca de 20 000 conexões diferentes com outras células.
Através dos axónios, os neurónios,  enviam mensagens químicas e elétricas para outras células.

O cérebro tem dois hemisférios: o direito e o esquerdo.

O lado esquerdo é onde se situa a parte responsável pelas coisas académicas, Processamento da lógica, das palavras, das matemáticas e da sequências. 
O lado direito é responsável pelas atividades criativas: música, desenho e o sonhar acordado.

      O cérebro pode aprender desde o nascimento até ao fim da vida. Se for estimulado pode evoluir positivamente assim como pode regredir  se não tiver qualquer tipo de estímulo.
Quanto mais se interage mais se aprende.

Estilos de aprendizagem:
Estilo háptico- forma de aprender que valoriza  a envolvência com os conteúdos através do movimento e experimentação.
Estilo visual- forma de aprender através da visualização de imagens relacionadas com os conteúdos em estudo.
Estilo auditivo- forma de aprender por meio do som, da fala e da música.

Aspetos a ter em conta na aprendizagem:
-       A forma como se armazena e se recupera a informação
-       A forma como se utiliza a informação para resolver problemas 
    A forma como se utiliza a informação para criar novas ideias

terça-feira, 19 de novembro de 2013



             Uma definição  portuguesa para DAE


Conjunto de desordens  neurológicas que interferem com a receção, integração ou expressão de informação, refletindo-se, estas desordens, numa discapacidade ou impedimento para a aprendizagem “nas áreas da fala, da leitura, da escrita, da matemática e/ou da resolução de problemas, envolvendo défices que implicam problemas de memória, percetivos, motores, de linguagem, de pensamento e/ou metacognitivos. Estas dificuldades não resultam de privações sensoriais, deficiência intelectual, problemas motores, défice de atenção, perturbações emocionais ou sociais, embora exista a possibilidade de estes ocorrerem em concomitância com elas.(Luis de Miranda Correia)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Trissomia 21





     Com este video, a empresa "Company Enterteinment" tem merecido inúmeros elogios, vindos de todo o mundo, de pais e encarregados de educação que agradecem o facto de este servir para mostrar que uma criança com Trissomia 21 pode levar uma vida normal.
Rourk Gerard, o produtor, produziu este video para uma população em idade pré-escolar para que, através dele, possam descobrir que uma criança pode ter uma deficiência. O produtor é de opinião que as "crianças vêm a personagem e não a deficiência. Punk não é uma trissomia 21 mas  uma pessoa que tem Trissomia 21."

"Taare Zameen Par" Dislexia





         Aconselho vivamente a visualizarem este filme, "Taare Zameen Par" de Aamir Khan, um ator e produtor indiano, que retrata de uma forma intensamente emocional mas clara a vida de uma criança de 9 anos com dislexia. Ishaan Awasthi, o protagonista, é todos os dias alvo de uma violência enorme a nível da falta de compreensão por parte da escola que se alheia ao seu problema, e por falta de compreensão por parte dos seus pais devida ao desconhecimento. Estes apenas querem resultados que lhe permitam tornar-se num adulto  competente e apto para o trabalho e para a concorrência.





sábado, 2 de novembro de 2013

Comunicação aumentativa e alternativa





“Se perdesse todas as minhas capacidades, todas elas menos uma, escolheria ficar com a capacidade de comunicar, porque com ela depressa recuperaria todo o resto...”   Daniel Webster




Comunicação aumentativa e alternativa (CAA)

      Estas formas de comunicação adequadas à incapacidade estão, hoje, ao dispor de pessoas portadoras de distúrbios motores, inibidas de falar ou sem escrita funcional. De facto, ao ler/pesquisar sobre este assunto, deparei-me com uma imensa variedade de recursos disponíveis e que muito contribuem para maximizar os potenciais de comunicação,  a autonomia pessoal e a inclusão social deste público alvo, tornando-os o mais independentes e competentes possível ao nível da comunicação por aumentar as possibilidades e interação  e relacionamento com os outros e em qualquer ambiente.
 

    



“Para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”. Rabaugh, 1993




Tecnologia Assistiva é um termo relativamente novo que se utiliza para identificar o conjunto de recursos e serviços que promovem a inclusão digital, ao mesmo tempo que ameniza os prejuízos da exclusão, da pessoa com deficiência. Os recursos englobam todos os equipamentos, ou parte destes, que podem ser personalizados de forma a aumentar a melhoria das capacidades funcionais destas pessoas objetivando assim ganhos significativos ao nível da autonomia, independência e inclusão social.

            Os serviços podem considerar-se auxiliadores diretos. Os cidadãos podem encontrar auxilio direto nos serviços quer para adquirir material adequado quer para o uso correto dos recursos.